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segunda-feira, 6 de julho de 2015

HPV aumenta casos de câncer de boca e garganta entre jovens

São Paulo - Se há vinte anos os registros de câncer de boca e garganta eram quase que exclusivamente entre pessoas acima dos 50 anos.
Atualmente, um dado chama a atenção dos oncologistas: cada vez mais jovens - adultos até 40 anos - têm apresentados tumores malignos nessas partes do corpo. "A média etária de pessoas com câncer nessas áreas tem caído. Hoje em dia, atinge cerca de 30 a 40% de pessoas que não são tabagistas nem etilistas, e são mais jovens", afirma o oncologista Luiz Paulo Kowalski, Diretor do Núcleo de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo.
De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), os cânceres de cavidade oral e orofaríngeo estão entre os dez tipos de maior incidência em homens brasileiros.

Vacinação contra HPV começa em todo o país, para meninas de 11 a 13 anos


E, mesmo que o cigarro e o álcool ainda sejam suas principais causas, eles costumam exigir uma exposição prolongada para o desenvolvimento de um tumor - entre 15 e 30 anos de consumo.
Por isso, um outro fator de risco tem sido considerado pelos pesquisadores: o papiloma vírus, popularmente conhecido como HPV, que tem a capacidade de desenvolver um câncer em menos tempo.

"Com a queda do consumo do tabaco, esperávamos diminuir a incidência e a mortalidade do câncer, mas houve uma mudança de perfil. Está caindo o número de cânceres relacionados ao tabaco, devido às campanhas de controle, mas estão aumentando os casos relacionados ao HPV." Pesquisadores apontam que, até 2030, o número de casos relacionados ao vírus deve superar os casos ligados ao tabaco nos Estados Unidos.

Um estudo atual, feito com orientação da bióloga e geneticista do A.C. Camargo e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Sílvia Regina Rogatto, aponta que em casos de câncer de amídala a incidência do HPV cresceu de 25%, registrados há 20 anos, para 80%.

Em uma outra pesquisa, comandada por Kowalski, os médicos detectaram que 32% dos casos de câncer de boca em jovens adultos eram em portadores do vírus. Em pacientes acima de 50 anos, a presença do vírus foi detectada em apenas 8%.

Contaminação pelo HPV

O estudo feito por Silvia e sua equipe em pacientes do A. C. Camargo, na capital paulista, e no Hospital do Câncer de Barretos, no interior do Estado, descobriu que 80% dos pacientes da capital são positivos para a presença do vírus enquanto os voluntários de Barretos correspondem a 15%.

"A presença em grandes capitais é mais evidente, pois os hábitos costumam ser um pouco diferentes", analisa o Kowalski. Mas não se deve relacionar a transmissão exclusivamente à atividade sexual. "O vírus pode ser transmitido por saliva, com um beijo, por exemplo. Antigamente não era educado beber no copo de ninguém, hoje já é uma coisa normal."

Estima-se que entre 25% e 50% das mulheres e 50% dos homens estejam infectados pelo HPV em todo mundo. Mas a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune.

De acordo com pesquisas feitas entre homens norte-americanos, mexicanos e brasileiros, ao menos 2% da população adulta tem o vírus HPV e não apresenta nenhum sintoma.

Sintomas

Existem papilomas que são como verrugas que podem aparecer na garganta ou na boca. Quem apresenta alguma ferida deve observar se ela está demorando a cicatrizar. Porém, mesmo quando o tumor maligno já se desenvolveu, pode não haver lesão visível. Em outros casos, pessoas que tiveram infecção podem não ter anticorpos elevados também. "A infecção pode ser silenciosa", conta médico.

No geral, cânceres de boca e garganta podem apresentar os seguintes sintomas: dor constante, nódulo, dificuldade para mastigar, rouquidão, dor na língua e mau hálito persistente. "Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor, pois o tratamento não é tão agressivo e as chances de recuperação são maiores. Uma lesão que durar mais de 15 dias é porque tem algo errado."

Os tumores ligados ao HPV tem uma taxa de cura maior do que os associados a tabaco e ao álcool. "Eles respondem melhor ao tratamento, tanto com cirurgia, que geralmente é seguido de radioterapia, quanto na associação de radioterapia e quimioterapia."

Prevenção

A vacinação é a melhor forma de se prevenir. "Ela dá imunização fazendo as três doses e é fundamental que se inicie uma campanha para vacinar todo mundo, principalmente meninos e meninas antes de iniciarem a vida sexual. Nós precisamos começar a trabalhar agora para ter efeito daqui a 15 ou 20 anos", coloca o oncologista.

Outras formas de prevenção são: sexo seguro, se alimentar bem, não fumar, não beber, boa higiene oral e evitar traumatismos. "Um terço dos casos de câncer poderiam ser evitados se houvesse alimentação adequada e a prática de atividades físicas", explica o nutricionista Fábio Gomes da Silva, da Unidade Técnica de Alimentação, Nutrição e Câncer do Instituto Nacional do Câncer (Inca) Inca. Verduras e frutas, especialmente as cítricas, são protetoras. "A alimentação corresponde de 20 a 30% na prevenção."

Fazer o autoexame da boca com frequência também é importante. Analise a mucosa na bochecha, abaixo da língua, acima, e observe se há manchas avermelhadas e esbranquiçadas e/ou pequenos nódulos.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Pessoas obesas tem mais chances de desenvolver problemas bucais, saiba porque.

Pessoas consideradas obesas têm mais tendência a desenvolver problemas bucais, em especial inflamações gengivais. Isso porque possuem mais tecido adiposo (especializado no armazenamento de gordura). Esse tecido é responsável, entre outras coisas, por produzir citosinas, substâncias químicas que promovem o aumento de processos inflamatórios. Portanto, quanto mais tecido adiposo, mais citosinas e mais propensão a processos inflamatórios a pessoa terá. 
Mas é importante registrar que a obesidade por si só não causa doenças bucais como cárie dentária ou inflamações gengivais. É necessário o acúmulo de placa bacteriana para o desenvolvimento destas doenças.
Além disso, a obesidade também pode levar à dificuldade respiratória, o que estimula a respiração pela boca e, conseqüentemente, a secura bucal (xerostomia), condição que também aumenta a probabilidade de desenvolver cárie e doenças gengivais. 

Obesidade e a diabetes
Quando a obesidade está associada à diabetes, a saúde bucal requer cuidados ainda mais especiais. As citosinas causam um grande risco de desenvolvimento de inflamação no tecido gengival, o que atrapalha na absorção da insulina, que é o hormônio responsável pela entrada de açúcar nas células. Então, a soma dessas duas doenças pode ser um veneno para a saúde bucal e de todo o organismo. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Diabete e Saúde Oral

Tome consciência

Vários tipos de condições patológicas contribuem para a má cicatrização dos tecidos orais. Mas as pessoas com diabete sempre devem tomar consciência de que estão em situação de risco de má cicatrização para qualquer tipo de problema dental.

Análise de diabete

A diabete é um dos transtornos endócrinos mais comuns. As pessoas com diabete apresentam maior risco de infecções e a quase sempre sofrem de boca seca, o qual pode promover as cáries e a gengivite. Dado que as pessoas com diabete também têm tendência a uma má cicatrização dos tecidos orais, pode ser mais difícil tratar uma eventual gengivite. Por esta razão é muito importante seguir uma rotina regular de cuidado oral. Se você tem dentes ou gengivas sensíveis, escolha uma escova de dente com cerdas moles e um fio dental suave, para minimizar as dores.

Informe seu odontologista

Se você tem diabete, assegure-se de informar o seu odontologista, que poderá requerer os resultados de uma análise de sangre para determinar o controle da condição patológica. Com uma concentração de hemoglobina A1C inferior a 7% se considera diabete bem controlada, enquanto que as concentrações de 8% ou superiores indicam um controle inadequado. A maior parte das pessoas com diabete não precisam de nenhum cuidado dental especial, mas é conveniente solicitar uma consulta entre seu médico e seu odontologista, para assegurar que você não precisa de recomendações especiais.

Controle com o seu odontologista

Além disso, se fez ortodontia e tem diabete, assegure-se de controlar com o odontologista de imediato se algum dos arames ou brackets está danificado para que possa ser consertado antes de formar lesões.




Fonte: Oral B

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Quimioterapia e os cuidados com a saúde bucal

Por várias importantes razões médicas, é importante que os pacientes com câncer não desatendam sua saúde dental.
A quimioterapia inclui um tratamento farmacológico para matar as células cancerosas, mas pode promover uma gama de problemas da saúde oral. Os medicamentos usados na quimioterapia podem promover o aparecimento de boca seca, que é parte do quadro geral de deterioração dental.
Além disso, os fármacos da quimioterapia podem afetar a capacidade de coagulação do sangue, e os pacientes experimentam gengivas sangrantes ou têm maior predisposição às úlceras orais. A maioria dos pacientes pode continuar de forma segura com escovação dental e o uso de fio dental. O dentista ou higienista dental pode sugerir uma escova de dente macia ou fio dental macio, para favorecer o cuidado dental durante a quimioterapia.
É importante consultar com o seu dentista antes de iniciar um tratamento de quimioterapia, para começar com os dentes e as gengivas tão saudáveis como for possível, antes de submeter o organismo aos rigores do tratamento de câncer. O dentista pode detectar qualquer problema potencial, tal como a necessidade de obturações ou outro cuidado dental, antes de começar um tratamento de quimioterapia.
O dentista ou higienista dental também pode recomendar enxágües orais especiais ou tratamentos com fluoreto para reduzir o risco aumentado de carie devido à quimioterapia. É importante seguir uma rotina constante de cuidado dental, com escovação de dentes três vezes por dia e uso diário de fio dental, a fim de manter afastada a placa e conservar a saúde oral.


Fonte: Oral B


Inimigo Bucal: Roer as unhas

Um hábito aparentemente inofensivo como roer as unhas pode causar problemas muito mais graves do que se pode imaginar, desde gripes a problemas bucais. A pressão exercida por esse ato, por exemplo, pode resultar em retração da gengiva, encurtamento da raiz e até mesmo mudança na posição de um dente. 

Além disso, pessoas que roem as unhas podem desgastar, lascar ou fraturar os dentes anteriores por conta do trauma causado. Esse hábito também faz com que haja esforço e tensão excessiva nos músculos da mastigação e nas articulações da mandíbula (ATMs), perto do ouvido, o que pode causar dor e disfunção.


Mastigar outros objetos como ponta de lápis ou tampas pode causar danos ou traumas dentais ainda mais graves do que os provocados por roer as unhas

Existe uma ligação entre as pessoas que roem as unhas e o bruxismo (apertar ou ranger os dentes). Mas neste caso, essa associação acontece mais por causa de problemas psicológicos, relacionados com a ansiedade, o estresse e o nervosismo. 

Além da boca
As mãos, e consequentemente as unhas, são usadas para escrever, comer, pegar e carregar coisas, apoiar em corrimão e etc. Com isso, acabam tendo contato com vários tipos de bactérias e vírus ao longo do dia. Ocorre um transporte de bactérias e até mesmo de vírus que estão presentes nas mãos e embaixo da superfície da unha até a boca, aumentando a possibilidade de infecções. “Esses micro-organismos podem causar problemas respiratórios e gastrointestinais, como diarréia e gripes”, diz Marcelo, Diretor Científico na área de Ortodontia da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas).

Como eliminar esse hábito
Existem muitas técnicas que podem ajudar quem deseja se livrar desse hábito. Porém, é fundamental que a pessoa esteja realmente interessada em parar. Entender que precisa haver uma mudança de comportamento é imprescindível. Busque fazer outras coisas que distraiam sua atenção. Fazer psicoterapia também pode ajudar. 
Passar alguma substância com gosto ruim (pimenta) nas unhas, colar fitas adesivas sobre elas, deixar lembretes pela casa e/ou trabalho ou até fazer promessa também podem ajudar a evitar essa mania. Há ainda quem use, em casos mais severos, um protetor bucal feito por um cirurgião-dentista para deter ou inibir o hábito, além de evitar danos dentais mais graves.

Evite outros hábitos
Morder ponta de lápis, canetas e outros objetos são igualmente nocivos à saúde bucal, podendo, muitas vezes, causar traumas maiores e mais acentuados dos que provocados por roer as unhas.


Fonte: Terra

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Pacientes com diabete: Não esquecer do uso do fio dental

O uso diário de fio dental nos dentes é importante para ajudar a promover a saúde geral, até para as pessoas mais saudáveis. Mas os diabéticos devem estar especialmente atentos ao uso de fio dental, além de escovar os dentes. A glicemia elevada que acompanha a diabetes pode afetar os dentes e as gengivas de diversas maneiras.

Lembre que as bactérias da boca podem causar acumulação de placa sobre os dentes, o qual conduz à formação de sarro. Por sua vez, o sarro costuma irritar as gengivas. As bactérias da placa também podem causar gengivite. A gengivite não tratada pode dar lugar a periodontite, uma infecção grave da gengiva e dos ossos que rodeiam os dentes. A periodontite pode causar o recesso das gengivas, e nos casos avançados, os dentes se afrouxam e caem.

Os diabéticos podem ser mais suscetíveis a infecções e demorar mais em cicatrizar. E a higiene oral inadequada também dificulta o controle da diabetes. Se você desenvolve uma infecção devido à doença das gengivas, isto pode afetar sua necessidade de insulina.
Mas você pode manter uma correta saúde oral apesar da diabetes, por meio da escovação e o uso regular de fio dental. Assegure-se de informar ao seu dentista sobre sua diabetes e programe controles regulares para limpezas dentais exaustivas. Durante estas consultas, seu dentista ou higienista dental poderá detectar os signos precoces de irritação das gengivas e ajudar na prevenção de infecções.
Fonte: Oral B

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Abscesso dentário não tratado pode causar problema cerebral

Você sabia que Uma infecção no dente sem o devido tratamento pode causar sinusite, dores nos ossos e até um abscesso cerebral?

Um abscesso dentário é o acúmulo de pus no dente ou na gengiva por conta de alguma infecção bacteriana. Embora não seja um problema bucal tão grave, se for negligenciado ou não tiver o devido tratamento, pode ter desdobramentos mais sérios, como febre, vômito, diarréias e até, em casos mais raros, se transformar em um abscesso cerebral.

Apesar de um pouco assustador, esse é um mal relativamente fácil de evitar. Um abscesso está normalmente associado a uma higiene bucal fraca ou a uma dieta muito rica em açúcar. Quando esses dois fatores acontecem juntos então, as chances de infecção aumentam. 
Se o problema for diagnosticado logo no início, será feita uma incisão, a drenagem do abscesso para retirar o pus e higienização da região. Porém, em casos mais avançados, um tratamento de canal pode ser recomendado ou até e extração do dente. É importante que o profissional fique atento para que essa infecção não se espalhe por outras partes da boca ou da cabeça.

Quando o caso é mais grave
Quando o abscesso permanece na cavidade bucal por muito tempo sem o devido tratamento, é possível que ele acabe causando outros problemas, como uma sinusite – infecção das cavidades atrás das maçãs do rosto que estão cheias de ar, que causa dor facial, nariz entupido e febre.  

Outro desdobramento de um abscesso não tratado pode ser a Osteomielite. Ela ocorre quando a infecção do dente se espalha pela corrente sanguínea e ataca um osso de qualquer parte do corpo. Essa doença vai se apresentar com vômitos, náuseas, febre e dores na região afetada. Mas para isso, a infecção tem que ser negligenciada por muito tempo e, portanto, é bem rara de acontecer.

Ainda mais raro é um abscesso dentário virar um abscesso cerebral. Essa condição é bem remota, mas é possível, pois um abscesso cerebral pode ser originado pela propagação de uma infecção mal tratada em qualquer parte do crânio, inclusive no dente. Os sintomas dessa doença são dores de cabeça, confusão mental, febre, convulsões e fraqueza. 

Dentista pode diagnosticar
Se o abscesso cerebral em questão tiver como causa uma infecção dental, pode ser diagnosticado por um dentista. Neste caso, o paciente com o abscesso cerebral terá uma infecção dental severa e, portanto, o profissional da odontologia perceberá que a infecção se espalhou e indicará um especialista ao paciente. É dever de o cirurgião-dentista estar cada vez mais atento às características de outras regiões da face e não se limitar apenas à cavidade bucal. 


Fonte: Terra

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Câncer bucal: tire suas dúvidas

O que é o câncer bucal?
É um tipo de câncer que geralmente ocorre nos lábios (mais frequentemente no lábio inferior), dentro da boca, na parte posterior da garganta, nas amígdalas ou nas glândulas salivares. É mais frequente em homens do que em mulheres e atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade. O fumo, combinado com o excesso de bebida alcoólica, é um dos principais fatores de risco.
Se não for detectado de maneira precoce, o câncer bucal pode exigir tratamentos que vão da cirurgia (para a sua remoção) à radioterapia ou quimioterapia. Este câncer pode ser fatal, com uma taxa de sobrevivência de cinco anos de 50%. Uma das razões pelas quais este prognóstico é tão negativo é o fato de que os primeiros sintomas não serem reconhecidos logo. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Quais os sintomas deste tipo de câncer?
Nem sempre é possível visualizar os primeiros sinais que indicam a existência do câncer bucal, o que aumenta a importância das consultas regulares com o dentista ou o médico. Seu dentista foi preparado para detectar os primeiros sinais do câncer bucal. Contudo, além das consultas regulares, é preciso que você fale com seu dentista se perceber qualquer dos sinais abaixo:
- Ferida nos lábios, gengiva ou no interior da boca, que sangra facilmente e não parece melhorar;
- Um caroço ou inchaço na bochecha que você sente ao passar a língua;
- Perda de sensibilidade ou sensação de dormência em qualquer parte da boca;
- Manchas brancas ou vermelhas na gengiva, língua ou qualquer outra parte da boca;
- Dificuldade para mastigar ou para engolir;
- Dor sem razão aparente ou sensação de ter algo preso na garganta;
- Inchaço que impede a adaptação correta da dentadura.
- Mudança na voz.

Como evitar o câncer bucal?
Se você não fuma nem masca tabaco, não comece a fazê-lo. O uso do tabaco é responsável por 80 a 90% das causas de câncer bucal.

Fumo
A ligação entre o fumo, o câncer pulmonar e as doenças cardíacas já foi 
estabelecida. O fumo também afeta sua saúde geral, tornando mais difícil o combate a infecções e a reparação de ferimentos ou de cirurgias. Em adultos jovens, este hábito pode retardar o crescimento e dificultar o desenvolvimento. Muitos fumantes afirmam não sentir mais o odor ou sabor tão bem como antes. O fumo também pode causar mal hálito e manchar os dentes. 
Sua saúde bucal está em perigo cada vez que você acende um cigarro, um charuto ou um cachimbo. Com esta atitude, suas chances de desenvolver câncer na laringe, na boca, na garganta e no esôfago aumentam. Como muitas pessoas não notam ou simplesmente ignoram os sintomas iniciais, o câncer bucal muitas vezes se espalha antes de ser detectado.
Mascar tabaco
O hábito de mascar tabaco eleva em 50 vezes a possibilidade de se desenvolver o câncer bucal.
O melhor a se fazer é não fumar nem usar quaisquer outros produtos derivados do tabaco. Quando uma pessoa para de usar esses produtos, mesmo depois de vários anos de consumo, o risco de contrair câncer bucal se reduz significativamente. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também aumenta o risco de câncer bucal. A combinação fumo/álcool torna esse risco ainda muito maior.

 Como se trata o câncer bucal?
Depois do diagnóstico, uma equipe de especialistas (que inclui um cirurgião dentista) desenvolve um plano de tratamento especial para cada paciente. Quase sempre a cirurgia é indispensável, seguida de um tratamento de radio ou quimioterapia. É essencial entrar em contato com um profissional que esteja familiarizado com as mudanças produzidas na boca por essas terapias.

Que efeitos colaterais a radioterapia produz na boca?
Quando a radioterapia é usada na área de cabeça e pescoço, muitas pessoas experimentam irritação ou ressecamento da boca, dificuldade de deglutir e perda do paladar. A radiação também aumenta o risco de cáries e, por isso, é muito mais importante cuidar bem da boca e da garganta neste período.
Converse com seu dentista e seu médico oncologista sobre os problemas bucais que você possa ter durante ou depois do tratamento. Antes de começar a radioterapia, não se esqueça de discutir com seu dentista os possíveis efeitos colaterais e a forma de evitá-los.

Como manter a saúde bucal durante a terapia?
Use uma escova macia depois das refeições e fio dental diariamente. Evite condimentos e alimentos ásperos como vegetais crus, nozes e biscoitos secos. Evite o fumo e o álcool. Para não ficar com a boca seca os doces e chicletes não devem conter açúcar.

Antes de começar a radioterapia, consulte seu dentista e faça uma revisão completa dos seus dentes e peça ao dentista para conversar com seu oncologista.


Fonte: Terra

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Dente de leite pode ajudar no tratamento do Alzheimer

A polpa dos dentes decíduos pode regenerar tecidos nervosos e musculares e, assim, melhorar a vida de quem sofre de doenças degenerativas


A polpa do dente de leite possui células-tronco que, quando retiradas para pesquisa, podem melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas que sofrem de doenças degenerativas como o Alzheimer e o Parkinson.  O estudo e a utilização desse material podem, ainda, prolongar a vida de doentes terminais. 

“A polpa do dente de leite possui uma grande concentração celular além de ser mais fácil de conseguir, uma vez que os dentes de leite caem naturalmente de todas as crianças”, diz Márcia Marques, responsável pelo Laboratório de Pesquisa Básica do Departamento de Dentística da FOUSP. Outra vantagem dessas células é que elas são mais jovens e proliferativas, ou seja, crescem mais rápido e conseguem se transformar em vários tipos de outras células, que funcionam como reparadoras de tecidos, como o muscular e o nervoso. 

Mas os dentes permanentes também têm sua utilidade. “Aqui no laboratório usamos para pesquisas os dois tipos de dentes. O problema com os dentes permanentes é que, algumas vezes, no decorrer de sua vida, eles passaram por lesões ou inflamações e, quando isso acontece, a qualidade de suas células já não é mais tão boa”, diz a especialista. 

Como fazer a coleta
Segundo Márcia, o ideal é que a extração do dente de leite seja acompanhada por um profissional. “Nós que já trabalhamos com isso estamos mais aptos a fazer essa coleta que não é tão simples, pois, depois de extraído, o dente deve ser bem limpo e armazenado corretamente. O cuidado deve ser tanto que às vezes até em laboratório pode não dar certo e aí acabarmos perdendo o material”, diz a especialista. Márcia explica que a pressa e a urgência para armazenar o dente da forma certa ocorrem porque os pesquisadores precisam das células vivas. “Quando o dente está na boca, ele possui um tecido vivo que estava sendo mantido por causa da circulação de sangue. Uma vez que ele cai, essa circulação cessa e ele tende a morrer. Por isso é tão necessário que esse armazenamento seja feito da maneira correta e rápido para que se mantenha vivo esse tecido até que a gente consiga congelá-lo ou utilizá-lo”, diz a especialista. 

Se essa extração não puder ser feita no consultório, Márcia recomenda que, assim que o dente cair, os pais o armazene em um pote com soro fisiológico, saliva ou leite e corra para o consultório. “É fundamental que o dente permaneça o tempo todo umedecido”, diz Márcia. 


Fonte: Terra

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Cientistas do Reino Unido identificam o aumento de infecções cardíacas graves

Cientistas da Universidade de Sheffield no Reino Unido identificaram o aumento significativo de pessoas com diagnosticadas com infecção cardíaca grave.
Este estudo pioneiro é o maior e mais abrangente a ser conduzido com relação às diretrizes do NICE (National Institute for Health and Care Excellence), que recomenda aos médicos dentistas para deixarem de prescrever antibióticos antes de tratamentos invasivos a pessoas consideradas em risco com infecção cardíaca e Endocardite Infeciosa (EI), que 40% dos casos é causada por bactérias da boca.



A equipe de pesquisadores internacionais, liderada pelo professor Martin Thornhill descobriu que desde que as diretrizes do NICE foram introduzidos em março de 2008, houve um aumento de casos de Endocardite Infecciosa (EI) acima da tendência esperada, em março de 2013 foi constatou-se que houve um aumento de cerca de 35 casos/mês desde a implementação das diretrizes da NICE.
Martin Thornhill, Professor de Investigação Translacional em Medicina Dentária da Universidade de Sheffield, comentou: ” A Endocardite Infecciosa (EI) é uma infecção rara, mas grave do revestimento do coração, esperamos que os nossos dados irão fornecer as informações que os comitês de diretrizes precisam para reavaliar os benefícios , ou não, da profilaxia antibiótica.

Salientou também que os profissionais de saúde devem esperar que os comitês de diretrizes avaliem as provas e deem o seu parecer antes de se alterar prática clínica atual.
Enquanto isso, os profissionais de saúde e os pacientes devem concentrar-se em manter elevados padrões de higiene oral, isso irá reduzir o número de bactérias na boca com potencial de causar Endocardite infecciosa (EI) e reduzir a necessidade de procedimentos dentários invasivos.